14ª aula Coronelismo no Extremo Norte de Gioás: Padre João e as três revoluções de Boa Vista.






14ª aula do dia 19-06-2017.  PALACÍN. Luiz G. Coronelismo no Extremo Norte de Goiás: Padre João e as três revoluções de Boa Vista. São Paulo: Loyola, 1990.


Aluna: Dolôres Ribeiro
Profº. Mauro Torres
Tocantinópolis 07-07-2017


 Apresentação de Seminário sobre coronelismo:

           Esta é a história de uma região, o extremo norte goiano, de uma cidade, Boa Vista – atualmente Tocantinópolis – e de um homem, o padre João. ( PALACÍN. p.5.1990 ).

  •  Eram grandes proprietários que recebiam a patente de coronel e podiam recrutar pessoas para compor a força militar do governo e com isso manter os pilares da exclusão política e do controle sobre os espaços de representação política. 
  • Em nível local, os coronéis  empregavam as  pessoas comuns para reprimir e assim manter a ordem social, ao mesmo tempo em que preservava seus próprios interesses.
  •  Os territórios controlados politicamente pelos coronéis eram denominados “currais eleitorais”, onde qualquer um que se negasse a votar no candidato apadrinhado pelo coronel poderia sofrer violência física e até morrer; esse método ficou conhecido como “voto de cabresto.
  • Norte despovoado;
  • Decadência da mineração no século XIX; criação de gado – principal atividade pós mineração;
  • Norte reclamava de abandono pelo governo em benefício do sul;
  • Baixa arrecadação no norte;     
  • 1930 – pós-revolução, o governo Pedro Ludovico cria a Inspetoria de rendas em Pedro Afonso.
  • Atrai investimentos particulares, como para a construção da ferrovia Anápolis-Porto Nacional (não saiu do papel);
  • O isolamento do norte só foi resolvido com a construção da Belém Brasília na década de 1960.
  • Reminiscências de um Juiz – a viagem Goiás – Porto Nacional durou 44 dias;
  • Correio entre Goiás e Porto Nacional – 3 semanas a 3 meses;
  • Fazendeiros dominavam o poder, exercido pela troca de favores. A economia predominantemente rural, com ênfase na produção de café. 
  • Também era marcante a produção de açúcar, algodão, borracha e cacau. 
  • Início do desenvolvimento industrial. Início dos movimentos operários pela instituição de direitos trabalhistas a maioria da população era analfabeta.
  • Dos 12 milhões de habitantes, somente 10% conseguia participar do processo eleitoral. Fim do voto censitário, que exigia 200 mil réis para votar.
  •  Instituição do voto aberto para maiores de 21 anos. Não podiam votar as mulheres, soldados, analfabetos e pobres. Os coronéis indicavam em quem o eleitor pobre deveria votar (voto de cabresto). 









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